TEMA:utilizando a tecnologia como recurso didático.
PÚBLICO ALVO:
professores da rede professores em geral, que pretendem fazer uso das tecnologias.
JUSTIFICATIVA:
Na prática diária sempre precisamos utilizar algum recursos tecnológico. Muitas vezes deixamos de utilizá-los ou utilizamos de forma inconsciente e , dessa forma estamos subutilizando esses recursos, limitando os usos das Tecnologias de Informação e Comunicação-TICs, como um amplo recurso de inovação na nossa prática educativa. Este projeto poderá ser adaptado a todas as situações didáticas, integrando o uso das TICs na perspectiva de inovar nossa prática diária por meio das diferentes linguagens tecnológicas.
OBJETIVO:
Integrar as TICs à prática diária em sala de aula, desmistificando esses recursos e dando um novo formato ao nosso trabalho, desenvolvendo atividades utilizando as mídias existentes em nossa escola.
DESENVOLVIMENTO:
para este projeto vamos ter como tema a ser trabalhado: "Reprodução dos vegetais", como exemplo, no entanto poderá ser utilizado qualquer outro tema. O que você poderá modificar, será as formas de pesquisa, anteriores à elaboração de sua aula. Vamos dar introdução ao tema utilizando uma música Flor (Pimenta do Reino)- letra nos anexos- Poderá encontrar a música e vídeo no site:http://letras.terra.com.br/pimentas-do-reino/1025194/. Buscaremos também outras letras voltada ao público infantil como " Semente e a formiga, acessando o site do youtube :http://www.youtube.com/watch?v=6eMXfUNoRls. Introduzindo o tema dessa forma você instigará a turma a ter interesse pelo mesmo. A leitura do texto acerca do tema, o formato do texto poderá ser apresentado em diversos formatos: em forma de slides, no seu computador,tem no youtube vários vídeos com o tema:http://www.youtube.com/watch?v=Qift20RbU-E&feature=related.
Cronograma Será de acordo com o horário da disciplina da turma. Disciplinas envolvidas: língua portuguesa,leitura e interpretação textual, matemática (tempo de desenvolvimento da planta),
RECURSOS DIDÁTICOS
aparelho de som, slides ou retro projetor, computador, câmera fotográfica digital ou celular, livro didático.
REGISTRO
Como forma de registro será utilizado a fotografia. Podemos fotografar entorno da escola plantas nativas, jardim local ou plantar em copinhos descartáveis o tradicional pezinho de feijão ou milho e fotografar com celular ou câmera digital seu desenvolvimento.
Forma de avaliação:
A avaliação dar-se-à através da participação do grupo nas atividades desenvolvidas.
Dicas: Baixando o programa ARES você poderá baixar várias música no seu computador, passar para o pen drive ou cd para levar para sua turma: http://www.officialares.com/, clicando nesse site irá dar o passo à passo para baixar o programa, podemos pesquisar e baixar a música que você precisar.
anexos:
A semente e as formiguinhas
Presunçosas formiguinhas
Falaram pra semente:
__ Tão pequenininha,
Só dá mesmo prá canjica...
Canja, canjica, há, há, há, há!
Canja, canjica, há, há, há, há!
Mas o tempo foi passando
E a semente foi crescendo...
Numa grande árvore se transformou.
Balançava ao vento, ho, ho, ho, ho.
Passaram por ali outra vez
As formiguinhas
E quando viram a árvore,
Caíram para trás...
Ui, ui, ui, ui, ui, cadê a sementinha?
Ui, ui, ui, ui, ui, cadê a sementinha?
E a árvore falou, àquelas formiguinhas:
__ Repitam de novo o caso da canjica!
Canja, canjica, há, há, há, há! Canja, canjica, há, há, há, há!
Formiguinhas se abraçaram,
Muito apavoradas.
Mas a árvore falou
Não tem problema, não!
Ei, ei, ei, ei Cresci pra mais servir!
E foi manhã de festa, Olé, olé, olá
Deram-se as mãos,
E rodaram a cantar.
Lá, lá , lá, lá, lá Lá, lá , lá, lá, lá
Flor
Pimentas do Reino
O amor é uma semente de uma flor
Que brota na gente pra cuidar
Com muito carinho assim
Com paixão e com amizade
Com paixão e cumplicidade
Coração fértil como um jardim
O amor esse desafio quando for
O tempo de frio e você chega até pensar no fim
É só crer e ter esperança depender
Como uma criança de quem fez
Tudo desse jeito assim
Essa flor um fracasso certo para quem
Der uma de esperto e querer
Sem trabalho só prazer
Se envolver e covarde ausente não investir
Que ego impaciente infeliz
Assim a flor não vai viver
O amor esse desafio quando for
O tempo de frio e você chega até pensar no fim
É só crer e ter esperança depender
Como uma criança de quem fez
Tudo desse jeito assim
Espera o sol trazendo a primavera
Pra mostrar que isso tudo era pra entender
Que ela só é forte assim Yeaah.
ESCOLA JANDIRA BOTELHO
LUIZ
GONZAGA, O REI NAS ESTRELAS
Projeto didático coletivo
elaborado para ser vivenciado no período de fevereiro a dezembro de 2012
Autoras: Todo o corpo
docente da Escola
Articuladora: Maria dos
Prazeres Simas de
Sant’Anna Costa
Orientadora: Suely Lopes
Vieira Machado
(Coordenadora pedagógica)
Recife - PE
2012
LUIZ
GONZAGA, O REI NAS ESTRELAS
[...]
Luiz, Luiz, Luiz
agora és estrela lá no céu
Luiz, Luiz, Luiz
o povo agradece o teu papel
Luiz, Luiz, Luiz
a asa branca diz pró sabiá
enquanto houver sanfona
um xote e um baião
seu nome lembrará uma canção
lá onde os astros se ouvem
lá onde mora Beethoven
mora o rei do baião
[...]
Luiz, Luiz, Luiz
agora és estrela lá no céu
Luiz, Luiz, Luiz
o povo agradece o teu papel
Luiz, Luiz, Luiz
a asa branca diz pró sabiá
enquanto houver sanfona
um xote e um baião
seu nome lembrará uma canção
lá onde os astros se ouvem
lá onde mora Beethoven
mora o rei do baião
[...]
Recife- PE
2012
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO..................................................................................................
|
03
|
|
1.
|
Objetivo
geral..................................................................................
|
04
|
1.1
|
Objetivos
específicos.....................................................................
|
04
|
2.
|
Fundamentação
teórica.................................................................
|
04
|
3.
|
Metodologia
...................................................................................
|
06
|
4.
|
Avaliação.........................................................................................
|
08
|
5.
|
Cronograma
de atividades............................................................
|
09
|
REFERÊNCIAS................................................................................................
|
10
|
|
03
INTRODUÇÃO
Sendo Pernambuco, um celeiro de grandes talentos, e
dentre eles Luiz Gonzaga do Nascimento, o eterno Rei do Baião, que através das
suas músicas exaltou e propagou a cultura popular nordestina no Brasil e no
mundo. Nós que fazermos a Escola
Municipal Professora Jandira Botelho, reconhecendo o valor e a importância das
obras do Mestre Lua para propagar a literatura e os costumes popular do
Nordeste, elaboramos esse projeto para propiciar aos alunos um maior
conhecimento e entendimento de como as
obras do mesmo penetraram em
várias regiões do Brasil e é celebrado até hoje.
A escolha do tema do referido projeto se deu a partir da
audição da música “O rei nas estrelas”, composta e interpretada pelo cantor
Flávio José, e presta uma homenagem a Luiz Gonzaga, que serve de inspiração a
tantos outros com temáticas cantadas como a religiosidade, a educação, a
ecologia, a força do nordestino, as festas e folguedos populares e em especial
as mulheres.
Para
Dominguinhos, Luiz Gonzaga foi o mais importante artista criador que esteve na
sustentação da música popular nordestina, que deixou uma imensa obra que é
seguida por muitos.
Sendo assim, entendemos que
devido o grande acervo deixado pelo Rei do Baião, faz com que o mesmo seja
sempre lembrado e sua herança não se perca jamais, pois ele escreveu seu nome
na história da música popular brasileira denunciando os problemas sociais
nordestinos, resgatando a rica cultura popular e influenciando vários artistas
brasileiros como per exemplo, Fagner, Alceu Valença, Gilberto Gil, Elba
Ramalho, entre outros.
04
1. OBJETIVO GERAL
·
Ampliar o conhecimento sobre a vida e da obra de uma das
figuras mais conhecidas e relevantes do País: Luiz Gonzaga, o Rei do Baião e
assim valorizar a pluralidade do patrimônio sociocultural nordestino.
1.1 Objetivos
específicos
.
·
Entender
como os ritmos nordestinos, a partir de Luiz Gonzaga, penetraram em várias
regiões do Brasil.
·
Refletir, resgatar e vivenciar os costumes e as tradições
da região Nordeste;
·
Estimular o interesse
de conhecer a importância de Luiz Gonzaga para a cultura nordestina e em especial a cultura
pernambucana;
·
Estabelecer e comparar valores dos costumes do passado com
os atuais;
·
Conhecer
e analisar as canções de Gonzaga e de outros compositores que foram influenciados
por ele;
·
Mostrar a diversidade cultural da região Nordeste;
·
Debater sobre a fome, a seca e a desigualdade social brasileira;
·
Destacar o papel da propaganda como elemento de influência
e difusão da cultura popular;
·
Valorizar e respeitar a linguagem de cada região;
·
Identificar
nos verso das composições de Luiz Gonzaga a valorização do feminino.
2. FUNDAMENTAÇÃO
TEÓRICA
O referido projeto
propõe direcionar o tema 100 anos do Rei do Baião a situações
interdisciplinares e também permitir uma discussão ampla sobre questões
sociais, econômicas, educativas e culturais relacionados à temática.
05
Luiz Gonzaga, através de um ritmo
cativante e que por isso mesmo conquistou todo o país, cantava através de suas
músicas não só os costumes do povo nordestino, mas os problemas decorrentes da
pobreza que acometia o sertão. Segundo
Menezes (2006, p:44), apesar de ter sua imagem associada às festas juninas,
“Gonzaga cantou também(...) as necessidades do sertanejo, clamando por mais
atenção e mais justiça.”
Em
entrevista concedida ao jornalista Marcos Cirano em 17 de outubro de 1988, Luiz
Gonzaga, fez um balanço da sua carreira
artística, cantou trechos de músicas
do disco que estava lançando e sem
cerimônia criticou o duro jogo de
interesses do mercado fonográfico. Mas também declarou que descobriu o Nordeste
musical, musicalmente falando. Não foi o Nordeste, foi o Sertão e que o
Nordeste sempre teve os seus carnavais, suas festas tradicionais para exibir as
suas canções.
Um dos
principais problemas trazidos em suas músicas é a seca e as suas agruras. O
êxodo rural, movimento que leva o homem a sair do campo em busca de melhores
condições de vida na cidade (Chiaca, 2012, p. 28). Foi cantando em tom de
melancolia, saudade e esperança do homem sertanejo de voltar para sua terra.
Outro tema abordado pelo Rei do
Baião é a descrição dos costumes, dos animais, das crenças próprias do sertão
nordestino, através da música como A feira de Caruaru ( interpretada por
Gonzaga), Asa Branca, No meu pé de serra. De acordo com (Chiaca, op. cit),
“suas canções traduzem os sentimentos de milhares de nordestinos que deixaram
para trás sua roça ou um amor, que sofreram com a seca ou a vida dura do
sertão, mas ainda assim desejam voltar a suas origens.
Em um Depoimento contido no encarte
do disco "Luiz Gonzaga - 50 Anos de Chão" Xavier diz:
"É
assim a música - não só a letra - de Luiz Gonzaga. Ela identifica a geografia
física e humana do Nordeste de um modo flagrante e definitivo como um signo,
que provoca o reconhecimento tácito por si mesmo evidente. É a evidência do
inconsciente coletivo, um padrão arquétipo. Por isso que a gente fala em raiz
quando ouve Luiz Gonzaga.” (XAVIER, )
06
Através de uma linguagem simples e
espontânea, própria do povo sertanejo, expressa a tradição nordestina e
denuncia os problemas que atingem a região. Dessa forma, estudar a obra de Luiz
Gonzaga é refletir a desigualdade social e econômica que durante anos é
perpetuada por uma elite política e estudar a língua e as tradições culturais,
como expressões autênticas do nordestino.
3. METODOLOGIA
Este projeto será realizado na
Escola Municipal Professora Jandira Botelho Pereira da Costa, com os alunos da
educação infantil, do 1ª e 2º ciclos, e
dos projetos se liga, acelera e mais educação no decorrer do ano letivo de
2012.
O mesmo está baseado na
interdisciplinaridade, visando garantir a construção de um conhecimento
globalizante, e assim rompendo com as fronteiras disciplinares.
Participará no desenvolvimento das
atividades a equipe gestora, a coordenadora pedagógica, os professores,
estagiários, os monitores do projeto mais educação e serão vivenciadas as
seguintes etapas:
a)
Articulação para dar início ao desenvolvimento do projeto;
b)
Pesquisa bibliográfica;
c)
Levantamento de dados relacionados aos temas desenvolvidos
por Luiz Gonzaga;
d)
Reuniões para elaboração de sequências didáticas;
e)
Trabalho com mapas: na reconstrução da trajetória de Luiz
Gonzaga pelo Brasil e outros gêneros textuais;
f)
Leitura de textos, discussão e trabalhos em grupos;
g)
Produção escrita;
h)
Oficinas de arte, dança
e teatro;
i)
Visitas a espaços culturais;
07
j)
Culminância;
k)
Avaliação.
Sendo um projeto coletivo, o mesmo será flexível e
poderá sofres alguns ajustes para um melhor desenvolvimento.
Inseridos
no contexto dos 100 anos do Rei do Baião abordaremos os seguintes conteúdos:
·
Leitura, compreensão e produção de textos
·
Gêneros textuais: receita, cordel, poemas, biografias,
mapas, contos, etc.
·
Gênero musical
·
As regiões Brasileiras
·
O Nordeste
·
Pernambuco
·
O Sertão (Paisagem, clima, vida sertaneja)
·
A economia nordestina;
·
A diversidade cultural e natural
·
A mulher
·
Criatividade e cultura (Os festejos populares)
·
A dança
·
O teatro
·
A valorização dos artistas populares
·
A fauna e a flora nordestina
·
A ação dos seres humanos
·
O trabalhador rural
·
Preservar é o nosso dever
·
Êxodo rural
·
Artesanato
·
Saneamento Básico
·
Educação
·
Situação problema
08
·
Medidas (Tempo, massa, comprimento)
·
As profissões
Serão também utilizados para o
enriquecimento do projeto materiais de apoio pedagógico como: vídeos, cartazes,
revistas, jornais a biblioteca e o laboratório de informática para pesquisas.
A culminância acontecerá na
Exposição cultura no dia 6 de dezembro em
decorrência do 13/12 dia do aniversário do grande mestre Luiz Gonzaga, com a
apresentação dos trabalhos realizados
durante o desenvolvimento do projeto no pátio interno da escola, com a
participação da comunidade escolar.
.
AVALIAÇÃO
A avaliação será continua
e sistemática, onde serão utilizados os seguintes passos:
·
Acompanhar as atividades individuais;
·
Observar a participação e cooperação dos alunos nas
atividades grupais, a criatividade e o desenvolvimento cognitivo;
·
Analisar as dificuldades apresentadas pelos grupos durante
o desenvolvimento das atividades;
·
Instigar alternativas para romper essas dificuldades.
09
CRONOGRAMA
DE ATIVIDADES
ATIVIDADES |
primeiroSemestre 2012 |
||||
fev.
|
mar.
|
abr.
|
mai.
|
jun
|
|
1. Articulação para o desenvolvimento
do projeto
|
X |
||||
2. Pesquisa Bibliográfica
|
X
|
||||
3. Reuniões para elaboração de
sequências
didáticas.
|
x
|
x
|
x
|
||
3.Levantamento
de dados relacionados
aos temas desenvolvidos por Luiz
Gonzaga
|
x
|
x
|
x
|
x
|
x
|
3. Início do projeto
|
X
|
||||
4. Desenvolvimento do projeto
|
x
|
x
|
x
|
x
|
x
|
5. Oficinas
|
x
|
x
|
x
|
x
|
x
|
6. Visitas a espaços culturais
|
x
|
x
|
x
|
||
7. Festejos juninos
|
x
|
||||
8. Socialização de atividades
|
x
|
x
|
x
|
x
|
|
9. Reuniões para ajustes no projeto
|
x
|
x
|
|||
ATIVIDADES |
segundoSemestre 2012 |
|||||
jul.
|
ago.
|
set.
|
out.
|
nov
|
dez
|
|
1.Desenvolvimento do projeto
|
X
|
x
|
x
|
x
|
x
|
x
|
2. Reuniões para elaboração de
sequências
didáticas.
|
x
|
x
|
x
|
|||
3. Oficinas
|
X
|
x
|
x
|
x
|
x
|
x
|
4. Visitas a espaços culturais
|
x
|
x
|
x
|
x
|
||
5. Socialização de atividades
|
x
|
x
|
x
|
x
|
x
|
x
|
6. Reuniões para ajustes no projeto
|
x
|
x
|
||||
7. Culminância do projeto
|
x
|
|||||
10
REFERÊNCIAS
CHIANCA, Rosaly Braga. Geografia Pernambuco. 4º ou 5º ano – São Paulo – 2012 - Ática.
CONTINENTE, Documento – Nº 10 – Recife 2003 –
Companhia e Editora de Pernambuco
MENEZES, Fernando. Ícones de Pernambuco / organização, pesquisa e textos – Recife: Ed
Construir, 2006
Disponível no site,
www.luizluagonzaga.mus.br acesso em: 16 de
fevereiro de 2012)
www.revistamusicabrasileira.com.br/.../luiz-gonzaga-voz-de-um-povo sem voz em: 23 de fevereiro de 2012)
11
ANEXOS
Poema
autobiográfico:
“ Meu nome é Luiz Gonzaga.
Não sei se sou fraco ou forte.
Só sei que graças a Deus.
Té prá nascê tive sorte.
Apos nasci im Pernambuco.
Famoso leão do Norte.
Nas terras do Novo Exu.
Dá fazenda Caiçara.
Em novecentos e doze.
Viu o mundo minha cara.
Dia de Santa Luzia.
Purissimo é só Luiz.
No mês que cristo nasceu.
Purissi é sou feliz.
Mas o titu que me abrange.
Minha arma , meu coração.
Foi o dado pelo povo.
Da praça e do sertão.
(Ano 1971)
Canta Luiz
Dominguinhos (1997)
Canta luiz, canta luiz
Tua sanfona e teu cantar
Me faz feliz
Toca luiz, canta pra nós
Quero dormir e acordar com tua
voz
Vai, asa-branca, cantar lá no
juazeiro
Que o assum-preto já chegou pra
te escutar
Diz a cauã que me espere no
umbuzeiro
E o carão já está começando a
cantar
Canta luiz, canta luiz
Tua sanfona e teu cantar
Me faz feliz
Toca luiz, canta pra nós
Quero dormir e acordar com tua
voz
Uma sanfona, gibão e chapéu de
couro
E o cantar desse grande
sanfoneiro
Sua canção já completou bodas
de ouro
Sendo cantada nos rincões do
mundo inteiro
12
ABC do Sertão
Lá no meu sertão
Pros caboclo lê
Tem qui aprendê
Um outro ABC
O jota é ji
E o éle é lê
O ésse é si
Mas o érre
Tem nome de rê
Até o ypsilon
Lá é pissilone
O ême é mê
O éfe é fê
O ene é nê
O gê chama-se guê
Na escola é engraçado
Diz-se tanto ê
A BÊ CÊ DÊ FÊ GUÊ LÊ MÊ NÊ PÊ
QUÊ RÊ TÊ VÊ e ZÊ
(1985)
Riacho do Navio
Riacho do Navio corre pro Pajeú
O rio Pajeú vai despejar no São
Francisco
O rio São Francisco vai bater
no meio do mar
Se eu fosse um peixe
Ao contrário do rio
Nadava contra as águas e nesse
desafio
Saía lá do mar, pro riacho do
navio
Eu ia diretinho pro riacho do
navio
Fazer o meu ranchinho
Fazer umas caçadas, vê as pegas
de boi
Andar nas vaquejadas
Dormir ao som do chocalho
E acordar na passarada
Sem rádio e sem notícia
Das terras civilizadas
Meu amor não vá s’imbora
Fique mais um bocadinho
Se você for seu nêgo chora
Vamos ficar mais um tiquinho
Quando eu entro numa farra
Não quero sair mais não
Vou até quebra a barra
E pegar o sol com a mão
13
Cintura Fina
Minha morena, venha pra ca
Pra dançar xote, se deita em
meu cangote
E pode cochilar
Tu es mulher pra homem nenhum
Botar defeito, por isso
satisfeito
Com você eu vou dançar
Vem ca, cintura fina, cintura
de pilão
Cintura de menina, vem ca meu
coração
Quando eu abraco essa cintura
de pilão
Fico frio, arrepiado, quase
morro de paixão
E fecho os olhos quando sinto o
teu calor
Pois teu corpo so foi feito
pros cochilos do amor
(Ano,1950)
Vem morena
Vem, morena, pros meus braços
Vem, morena, vem dançar
Quero ver tu requebrando
Quero ver tu requebrar
Quero ver tu remechendo
Resfulego da sanfona
Inté que o sol raiar
Esse teu fungado quente
Bem no pé do meu pescoço
Arrepia o corpo da gente
Faz o véio ficar moço
E o coração de repente
Bota o sangue em arvoroço
Vem, morena, pros meus braços
Vem, morena, vem dançar
Quero ver tu requebrando
Quero ver tu requebrar
Quero ver tu remechendo
Resfulego da sanfona
Inté que o sol raiar
Esse teu suor sargado
É gostoso e tem sabor
Pois o teu corpo suado
Com esse cheiro de fulô
Tem um gosto temperado
Dos tempero do amor
14
Xote das meninas
Mandacaru
Quando fulora na seca
É o siná que a chuva
chega
No sertão
Toda menina que enjôa
Da boneca
É siná que o amor
Já chegou no coração...
Meia comprida
Não quer mais sapato
baixo
Vestido bem cintado
Não quer mais vestir
chitão...
Ela só quer
Só pensa em namorar
Ela só quer
Só pensa em namorar...
De manhã cedo já tá
pintada
Só vive suspirando
Sonhando acordada
O pai leva ao dotô
A filha adoentada
Não come, nem estuda
Não dorme, não quer
nada...
Ela só quer
Só pensa em namorar
Ela só quer
Só pensa em namorar...
Mas o dotô nem examina
Chamando o pai do lado
Lhe diz logo em surdina
Que o mal é da idade
Que prá tal menina
Não tem um só remédio
Em toda medicina...
(Ano, 1953)
Paraíba
Quando a lama virou
pedra
E Mandacaru secou
Quando o Ribação de
sede
Bateu asa e voou
Foi aí que eu vim me
embora
Carregando a minha dor
Hoje eu mando um abraço
Pra ti pequenina
Paraíba masculina,
Muié macho, sim sinhô
15
Eita pau pereira
Que em princesa já
roncou
Eita Paraíba
Muié macho sim sinhô
Eita pau pereira
Meu bodoque não quebrou
Hoje eu mando
Um abraço pra ti
pequenina
Paraíba masculina,
Muié macho, sim sinhô
(Ano, 1950)
Mulher de hoje
Antigamente
A mulher era mulher
A companheira
Que nos deu o criador
Lar era só felicidade
Era só tranqüilidade
Era paz e era amor
Mulher tinha medo de
barata
Corava com piadas de
salão
Mulher era assim muito
sensata
Mulher não dizia
palavrão
Mulher desmaiava todo
dia
Um susto afetava o
coração
Mulher não mandava só
pedia
Marido era marido e
patrão
Mulher de hoje
É mulher muito danada
Se é solteira ou casada
É a vida, vai lutar
Se é casada com um
cabra mole
Que não anda nem se
bole
Ela vai se desdobrar
E às vezes, elas têm
Amor para dar
Às vezes ela vêem
As coisas complicar,
porque
Mulher de hoje
Com a arma é atrevida
(Ano 1973)
16
Xote Ecológico
Não posso
respirar, não posso mais nadar
A terra está morrendo, não dá mais pra plantar
A terra está morrendo, não dá mais pra plantar
Se planta não
nasce se nasce não dá
Até pinga da boa é difícil de encontrar
Cadê a flor que estava aqui?
Poluição comeu.
E o peixe que é do mar?
Poluição comeu
E o verde onde que está ?
Poluição comeu
Nem o Chico Mendes sobreviveu
Até pinga da boa é difícil de encontrar
Cadê a flor que estava aqui?
Poluição comeu.
E o peixe que é do mar?
Poluição comeu
E o verde onde que está ?
Poluição comeu
Nem o Chico Mendes sobreviveu
Assum Preto
Tudo em vorta é só
beleza
Sol de Abril e a mata em frô
Mas Assum Preto, cego dos óio
Num vendo a luz, ai, canta de dor (bis)
Tarvez por ignorança
Ou mardade das pió
Furaro os óio do Assum Preto
Pra ele assim, ai, cantá de mió (bis)
Assum Preto veve sorto
Mas num pode avuá
Mil vez a sina de uma gaiola
Desde que o céu, ai, pudesse oiá (bis)
Assum Preto, o meu cantar
É tão triste como o teu
Também roubaro o meu amor
Que era a luz, ai, dos óios meus
Também roubaro o meu amor
Que era a luz, ai, dos óios meus.
Sol de Abril e a mata em frô
Mas Assum Preto, cego dos óio
Num vendo a luz, ai, canta de dor (bis)
Tarvez por ignorança
Ou mardade das pió
Furaro os óio do Assum Preto
Pra ele assim, ai, cantá de mió (bis)
Assum Preto veve sorto
Mas num pode avuá
Mil vez a sina de uma gaiola
Desde que o céu, ai, pudesse oiá (bis)
Assum Preto, o meu cantar
É tão triste como o teu
Também roubaro o meu amor
Que era a luz, ai, dos óios meus
Também roubaro o meu amor
Que era a luz, ai, dos óios meus.
Apologia Ao
Jumento (O Jumento É Nosso Irmão)
É verdade, meu
senhor
Essa história do sertão
Padre Vieira falou
Essa história do sertão
Padre Vieira falou
17
Que o jumento é
nosso irmão
Ao ao ao ao ao ao
Ao ao ao ao ao ao
O jumento é nosso
irmão
Quer queira, quer não
Quer queira, quer não
O jumento sempre
foi
O maior desenvolvimentista
Do sertão...
O maior desenvolvimentista
Do sertão...
Ajudou o homem na
vida diária
Ajudou o homem...
Ajudou o Brasil a se desenvolver
Ajudou o homem...
Ajudou o Brasil a se desenvolver
Arrastou lenha...
Madeira...pedra, cal, cimento , tijolo...telha
Fez açude, estrada de rodagem, carregou água pra casa do homem...fez a feira e serviu de montaria
O jumento é nosso irmão...
Madeira...pedra, cal, cimento , tijolo...telha
Fez açude, estrada de rodagem, carregou água pra casa do homem...fez a feira e serviu de montaria
O jumento é nosso irmão...
E o homem...
em retribuição o que, que lhe dar?
Castigo...pancada, pau nas pernas, pau no lombo,
Pau no pescoço, pau na cara, nas orelhas.
Ha...jumento é bom o homem é mal
em retribuição o que, que lhe dar?
Castigo...pancada, pau nas pernas, pau no lombo,
Pau no pescoço, pau na cara, nas orelhas.
Ha...jumento é bom o homem é mal
E quando o pobre
não agüenta mais o peso
De uma carga, e se deita no chão...
Você pensa que o homem chega ajuda
O bichinho se levantar? Hu...pois sim
Faz é um foguinho debaixo do rabo dele
O jumento é bom...
O jumento é sagrado...o homem é mau.
De uma carga, e se deita no chão...
Você pensa que o homem chega ajuda
O bichinho se levantar? Hu...pois sim
Faz é um foguinho debaixo do rabo dele
O jumento é bom...
O jumento é sagrado...o homem é mau.
O homem só presta
pra botar apelido no jumento
O pobrezinho tem apelido que não acaba mais
Babau, gangão, breguesso, fofarkichão,
Imagem do cão, musgueiro, corneteiro, seresteiro,
Cineiro...relógio, é....ele dar a hora sertã no sertão
Tudo isso é apelido que o jumento tem...
Astronauta...professor, estudante...
advogado das bestas...
O pobrezinho tem apelido que não acaba mais
Babau, gangão, breguesso, fofarkichão,
Imagem do cão, musgueiro, corneteiro, seresteiro,
Cineiro...relógio, é....ele dar a hora sertã no sertão
Tudo isso é apelido que o jumento tem...
Astronauta...professor, estudante...
advogado das bestas...
é chamado de
estudante, porque quando o estudante não sabe a lição da escola
o professor grita logo
você não sabe porque você é um jumento
e o estudante pra se vingar boto o apelido
jumento de professor, porque o professor ensina ele de graça...pos sim, quem
o professor grita logo
você não sabe porque você é um jumento
e o estudante pra se vingar boto o apelido
jumento de professor, porque o professor ensina ele de graça...pos sim, quem
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ensina ele de
graça
é o jumento meu filho...é assim...
A E I O U U
SINONIMO, SINONIMO,
SINONIMO, SINONIMO,
SINONIMO, SINONIMO,
Só não aprende a ler quem não quer
Esse é nosso jumento nosso irmão
Animal sagrado...
Serviu de transporte pro nosso senhor
Quando ele iria para o Egito, quando o nosso senhor era perritotinho...
é o jumento meu filho...é assim...
A E I O U U
SINONIMO, SINONIMO,
SINONIMO, SINONIMO,
SINONIMO, SINONIMO,
Só não aprende a ler quem não quer
Esse é nosso jumento nosso irmão
Animal sagrado...
Serviu de transporte pro nosso senhor
Quando ele iria para o Egito, quando o nosso senhor era perritotinho...
Todo jumento tem
uma cruz nas costas
Não tem? Pode olhar que tem...
Todo jumento tem uma cruz nas costas
Foi ali que o menino santo fez o pipizinho
Por isso ele é chamado de sagrado
A ha ha...jumento meu irmão,
o maior amigo do sertão
Não tem? Pode olhar que tem...
Todo jumento tem uma cruz nas costas
Foi ali que o menino santo fez o pipizinho
Por isso ele é chamado de sagrado
A ha ha...jumento meu irmão,
o maior amigo do sertão
ele é cheio de
presepada sim senhor
uma vez ele me fez uma menino,
que eu não me esqueci mais
quando dar as primeiras chuvas no sertão,
agente planta logo um milhozinho
no monturo da casa da gente, porque dar ligeiro
e é milho doce, dar ligeirinho, ligeirinho
o jumento cismou de ser meu sócio
eu disse eu pego ele...
quando ele invadiu minha roça...he...
eu preparei uma armadilha, cheguei perto dele
comendo meu milho em...vou lhe pegar
ele balançou a cabeça, ligou as Atenas
torceu o rabo torceu, torceu, torceu
deu corda e disparou...
deu um pulo tão danado na cerca
que nem triscou na minha armadilha
correu uns 10 metros, fez meia volta, olhou pra mim e me gozou...seu Luiz...seu Luiz
comi seu milho...e como e como e como e como
filho da peste comeu mesmo...
uma vez ele me fez uma menino,
que eu não me esqueci mais
quando dar as primeiras chuvas no sertão,
agente planta logo um milhozinho
no monturo da casa da gente, porque dar ligeiro
e é milho doce, dar ligeirinho, ligeirinho
o jumento cismou de ser meu sócio
eu disse eu pego ele...
quando ele invadiu minha roça...he...
eu preparei uma armadilha, cheguei perto dele
comendo meu milho em...vou lhe pegar
ele balançou a cabeça, ligou as Atenas
torceu o rabo torceu, torceu, torceu
deu corda e disparou...
deu um pulo tão danado na cerca
que nem triscou na minha armadilha
correu uns 10 metros, fez meia volta, olhou pra mim e me gozou...seu Luiz...seu Luiz
comi seu milho...e como e como e como e como
filho da peste comeu mesmo...
mas eu gosto
dele...
porque ele é servidorzinho que é danado
animal sagrado...jumento meu irmão eu reconheço teu valor...tu és um patriota, tu és um grande brasileiro...eu to aqui jumento, pra reconhecer o teu valor meu irmão...
porque ele é servidorzinho que é danado
animal sagrado...jumento meu irmão eu reconheço teu valor...tu és um patriota, tu és um grande brasileiro...eu to aqui jumento, pra reconhecer o teu valor meu irmão...
19
Agora meu
patriota, em nome do meu sertão
acompanha seu vigário, nesta eterna gratidão
aceita nossa homenagem
o jumento é nosso irmão ao ao ao ao ao ao ao ao
acompanha seu vigário, nesta eterna gratidão
aceita nossa homenagem
o jumento é nosso irmão ao ao ao ao ao ao ao ao
Asa Branca
Quando
"oiei" a terra ardendo
Qual a fogueira de São João
Eu perguntei a Deus do céu, ai
Por que tamanha judiação
Qual a fogueira de São João
Eu perguntei a Deus do céu, ai
Por que tamanha judiação
Eu perguntei a
Deus do céu, ai
Por que tamanha judiação
Por que tamanha judiação
Que braseiro, que
fornaia
Nem um pé de "prantação"
Por farta d'água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão
Nem um pé de "prantação"
Por farta d'água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão
Por farta d'água
perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão
Morreu de sede meu alazão
Inté mesmo a asa
branca
Bateu asas do sertão
"Intonce" eu disse, adeus Rosinha
Guarda contigo meu coração
Bateu asas do sertão
"Intonce" eu disse, adeus Rosinha
Guarda contigo meu coração
"Intonce"
eu disse, adeus Rosinha
Guarda contigo meu coração
Guarda contigo meu coração
Hoje longe, muitas
légua
Numa triste solidão
Espero a chuva cair de novo
Pra mim vortar pro meu sertão
Numa triste solidão
Espero a chuva cair de novo
Pra mim vortar pro meu sertão
Espero a chuva
cair de novo
Pra mim vortar pro meu sertão
Pra mim vortar pro meu sertão
Quando o verde dos
teus "óio"
Se "espaiar" na prantação
Eu te asseguro não chore não, viu
Que eu vortarei, viu
Meu coração
Se "espaiar" na prantação
Eu te asseguro não chore não, viu
Que eu vortarei, viu
Meu coração
20
Eu te asseguro não
chore não, viu
Que eu vortarei, viu
Meu coração
Que eu vortarei, viu
Meu coração
Pau-de-arara
Luiz
Quando eu vim do
sertão,
Seu moço, do meu bodocó,
A maleta era um saco
E o cadeado era um nó,
Só trazia a coragem e a cara.
Viajando num pau-de-arara
Eu penei,
Mas aqui cheguei.
Eu penei,
Mas aqui cheguei.
Seu moço, do meu bodocó,
A maleta era um saco
E o cadeado era um nó,
Só trazia a coragem e a cara.
Viajando num pau-de-arara
Eu penei,
Mas aqui cheguei.
Eu penei,
Mas aqui cheguei.
Trouxe um
triângulo
No matulão,
Trouxe um gonguê,
No matulão,
Trouxe a zabumba
Dentro do matulão.
Xote, maracatu e baião,
Tudo isso eu trouxe
No matulão,
Trouxe um gonguê,
No matulão,
Trouxe a zabumba
Dentro do matulão.
Xote, maracatu e baião,
Tudo isso eu trouxe
Só deixo o meu
cariri
No último pau-de-arara (bis
No último pau-de-arara (bis
No meu matulão.
Último Pau de Arara
A vida aqui só é
ruim
Quando não chove no chão
Mas se chover dá de tudo
Fartura tem de montão
Tomara que chova logo
Tomara meu Deus tomara
Só deixo o meu cariri
No último pau-de-arara (bis)
Enquanto a minha vaquinha
Quando não chove no chão
Mas se chover dá de tudo
Fartura tem de montão
Tomara que chova logo
Tomara meu Deus tomara
Só deixo o meu cariri
No último pau-de-arara (bis)
Enquanto a minha vaquinha
21
Tiver o couro e o osso
E puder com o chocalho
Pendurado no pescoço
Eu vou ficando por aqui
Que deus do céu me ajude
Quem sai da terra natal
Em outros cantos não para
Tiver o couro e o osso
E puder com o chocalho
Pendurado no pescoço
Eu vou ficando por aqui
Que deus do céu me ajude
Quem sai da terra natal
Em outros cantos não para
Sanfona Branca
Aquela sanfona
branca
Aquele chapéu de couro
É quem meu povo proclama
Luiz Gonzaga é de ouro
Aquele tom nordestino
A voz sai do coração
É ele o rei do baião, é Luiz
É cantador do sertão
É filho de Januário
É quem canta o Juazeiro
É festa, é povo, Luiz alegria
Luiz Gonzaga é poesia
Aquele chapéu de couro
É quem meu povo proclama
Luiz Gonzaga é de ouro
Aquele tom nordestino
A voz sai do coração
É ele o rei do baião, é Luiz
É cantador do sertão
É filho de Januário
É quem canta o Juazeiro
É festa, é povo, Luiz alegria
Luiz Gonzaga é poesia
Aquela
sanfona branca
Aquele chapéu de couro
É quem meu povo proclama
Luiz Gonzaga é de ouro
Aquele tom nordestino
A voz sai do coração
É ele o rei do baião, é Luiz
É cantador do sertão
É filho de Januário
É quem canta o Juazeiro
É festa, é povo, Luiz alegria
Luiz Gonzaga é poesia
Aquele chapéu de couro
É quem meu povo proclama
Luiz Gonzaga é de ouro
Aquele tom nordestino
A voz sai do coração
É ele o rei do baião, é Luiz
É cantador do sertão
É filho de Januário
É quem canta o Juazeiro
É festa, é povo, Luiz alegria
Luiz Gonzaga é poesia
Lembranças do Rei
Quando olhei a
terra ardendo no meu coração
Não era fogo nem fogueira
Era o fole da sanfona gemedeira
Não era fogo nem fogueira
Era o fole da sanfona gemedeira
Quando olhei a
terra ardendo no meu coração
Não era fogo nem fogueira
Era o fole da sanfona gemedeira
Não era fogo nem fogueira
Era o fole da sanfona gemedeira
22
Voa, Asa Branca,
não precisa mais voltar
Bem prá lá desse sertão
há um segredo que sabe
Há uma história que não se conta
Há um mundo que não tem fim
Bem prá lá desse sertão
há um segredo que sabe
Há uma história que não se conta
Há um mundo que não tem fim
Voa, Asa Branca,
não precisa mais voltar
Bem prá lá desse sertão
há um segredo que sabe
Há uma história que não se conta
Há um mundo que não tem fim
Bem prá lá desse sertão
há um segredo que sabe
Há uma história que não se conta
Há um mundo que não tem fim
Santo Antônio
chegou esquentando a fogueira
São João já mandou começar a brincadeira
São Luiz Gonzaga vai tocar
Forró lá no céu a vida inteira
São João já mandou começar a brincadeira
São Luiz Gonzaga vai tocar
Forró lá no céu a vida inteira
Santo Antônio
chegou esquentando a fogueira
São João já mandou começar a brincadeira
São Luiz Gonzaga vai tocar
Forró lá no céu a vida inteira
São João já mandou começar a brincadeira
São Luiz Gonzaga vai tocar
Forró lá no céu a vida inteira
Saudade do Rei
gado manso eeeeee
boi
a lua não é mais a mesma
la no céu do meu sertão
o sol chorando com seus raios
fica procurando em vão
la no canto da parede chapeu e gibão ficou
aquela sanfona branca que tanta gente alegrou
só a saldade doendo luis gonzaga deixou
e vejo num voar alegre de um lindo beija flor
nas águas de um açuda cheio
e na voz de um cantador
nas borboletas nos caminhos no arco-iris multicor
num riacho do navio que de tristeza secou
só a saldade doendo luis gonzaga deixou
juazero, assum preto, asa branca e muito mais
cantigas que fizeram um rei e um provador da paz
gênio, mito, tua obra já ti imortalizou
nos quatro cantos do brasil o teu canto ecuou
fostes a realidade nos olhos de um sonhador
pelas estradas da vida passas-te semeando o amor
a lua não é mais a mesma
la no céu do meu sertão
o sol chorando com seus raios
fica procurando em vão
la no canto da parede chapeu e gibão ficou
aquela sanfona branca que tanta gente alegrou
só a saldade doendo luis gonzaga deixou
e vejo num voar alegre de um lindo beija flor
nas águas de um açuda cheio
e na voz de um cantador
nas borboletas nos caminhos no arco-iris multicor
num riacho do navio que de tristeza secou
só a saldade doendo luis gonzaga deixou
juazero, assum preto, asa branca e muito mais
cantigas que fizeram um rei e um provador da paz
gênio, mito, tua obra já ti imortalizou
nos quatro cantos do brasil o teu canto ecuou
fostes a realidade nos olhos de um sonhador
pelas estradas da vida passas-te semeando o amor
23
mas só a saldade
doendo luis gonzaga deixou
ooooooooooo sertão eeeeeeee e eeeeeeeeee
ooooooooooo sertão eeeeeeee e eeeeeeeeee
O Rei Nas
Estrelas
Quem viu a terra
tremer
Quem viu o sol se esconder
Por entre nuvens,quem viu
Quem viu o sol se esconder
Por entre nuvens,quem viu
Quem viu o tempo
parar
Sabe também lamentar
Que o rei menino partiu
Sabe também lamentar
Que o rei menino partiu
Mas quem chorou,
não se iluda
Que um rei não morre, se muda
Pró reino da ilusão
Que um rei não morre, se muda
Pró reino da ilusão
Lá onde os astros
se ouvem
Lá onde mora beethoven
Mora o rei do baião
Lá onde mora beethoven
Mora o rei do baião
Luiz, luiz, luiz
Agora és estrela lá no céu
Luiz, luiz, luiz
O povo agradece o teu papel
Luiz, luiz, luiz
A asa branca diz pró sabiá
Enquanto houver sanfona
Um xote e um baião
Seu nome lembrará uma canção
Agora és estrela lá no céu
Luiz, luiz, luiz
O povo agradece o teu papel
Luiz, luiz, luiz
A asa branca diz pró sabiá
Enquanto houver sanfona
Um xote e um baião
Seu nome lembrará uma canção
Lá onde os astros
se ouvem
Lá onde mora beethoven
Mora o rei do baião
Lá onde mora beethoven
Mora o rei do baião



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